O que aconteceu com AOL (America Online)?
A AOL já foi o maior provedor de serviços de Internet do mundo e dominou a cultura on-line nos anos 90 com seu serviço de conexão discada e salas de bate-papo. Depois de uma fusão desastrosa com a Time Warner em 2001, a empresa declinou rapidamente à medida que a Internet de banda larga se tornou popular. Atualmente, a AOL opera como uma subsidiária da Verizon Communications, concentrando-se principalmente em publicidade e conteúdo digital.
Resposta rápida
A AOL deixou de ser o provedor de serviços de Internet dominante na década de 1990 para se tornar uma subsidiária da Verizon Communications em dificuldades. A empresa atingiu o pico de mais de 30 milhões de assinantes antes da fusão fracassada com a Time Warner em 2001 e o aumento da Internet de banda larga causou seu declínio drástico. Embora a AOL ainda exista hoje, ela opera principalmente como uma plataforma de publicidade digital e provedora de conteúdo, atendendo a uma pequena fração de sua antiga base de usuários.
📊Fatos-chave
📅Cronologia completa14 eventos
Empresa fundada
É fundada a Control Video Corporation, que mais tarde se tornou a Quantum Computer Services em 1985. A empresa lança um serviço on-line para usuários do Commodore 64.
Lançamento da marca AOL
A Quantum Computer Services muda sua marca para America Online e inicia campanhas de marketing agressivas. A empresa abre seu capital e começa a enviar milhões de CDs de teste gratuitos.
Preços de taxa fixa
A AOL introduz o acesso ilimitado à Internet por US$ 19,95 por mês, causando um enorme congestionamento na rede. A medida atrai milhões de novos assinantes, mas gera sinais de ocupado e ações judiciais coletivas.
Valor de mercado máximo
A AOL atinge sua maior capitalização de mercado, mais de US$ 200 bilhões, durante o boom das pontocom. A empresa tem 26 milhões de assinantes e receita anual de US$ 6,9 bilhões.
Fusão da Time Warner
A AOL se funde com a Time Warner em um acordo de US$ 165 bilhões, criando a maior empresa de mídia do mundo. A fusão é celebrada como uma convergência de mídias antigas e novas.
Escândalo contábil
A AOL enfrenta uma investigação da SEC por inflar as receitas de publicidade em US$ 190 milhões. Vários executivos são acusados de fraude em títulos, o que prejudica ainda mais a reputação da empresa.
Mudança de nome
AOL Time Warner retira 'AOL' de seu nome corporativo, tornando-se Time Warner Inc. A mudança sinaliza o declínio da influência da divisão AOL na empresa resultante da fusão.
Serviço de e-mail gratuito
A AOL torna a maior parte de seu conteúdo e serviços gratuitos para atrair usuários, já que as assinaturas de conexão discada diminuem rapidamente. A empresa muda o foco para a receita de publicidade e portais da Web.
Spinoff da Time Warner
A Time Warner separa a AOL como uma empresa pública independente. As ações da AOL começam a ser negociadas separadamente com um valor de mercado de cerca de US$ 2,5 bilhões.
Aquisição do Huffington Post
A AOL adquire o The Huffington Post por US$ 315 milhões em uma tentativa de se tornar um grande provedor de conteúdo. Arianna Huffington torna-se presidente das propriedades de mídia da AOL.
Aquisição da Verizon
A Verizon Communications anuncia que adquirirá a AOL por US$ 4,4 bilhões. O negócio está focado principalmente na tecnologia de publicidade e nos recursos de vídeo móvel da AOL.
Formação do juramento
A Verizon combina a AOL com o Yahoo para criar a Oath, uma subsidiária focada em mídia digital e publicidade. A entidade combinada atende a mais de 1 bilhão de usuários em todo o mundo.
Reformulação da marca da Verizon Media
A Oath é rebatizada como Verizon Media, já que a empresa continua lutando contra a queda de suas receitas. A AOL opera como uma marca dentro do portfólio maior da Verizon Media.
Venda para a Apollo
A Verizon vende seus ativos de mídia, incluindo a AOL, para a Apollo Global Management por US$ 5 bilhões. O negócio marca outra transição para a outrora dominante empresa de Internet.
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🔍Análise aprofundada
A America Online surgiu no final da década de 1980 como um serviço on-line pioneiro que tornou a Internet acessível aos consumidores comuns por meio de sua interface amigável e serviço de conexão discada. No final da década de 1990, a AOL se tornou sinônimo de Internet para milhões de americanos, ostentando mais de 30 milhões de assinantes em seu auge e gerando bilhões em receita por meio de taxas de assinatura e publicidade on-line (Fonte: SEC filings, 2000).
A queda da empresa começou com a malfadada fusão com a Time Warner em janeiro de 2001, avaliada em US$ 165 bilhões e aclamada como a maior fusão corporativa da história. A AOL Time Warner deveria combinar a experiência digital da AOL com o conteúdo de mídia tradicional da Time Warner, mas o negócio rapidamente azedou devido a conflitos culturais, declínio das receitas da AOL e o colapso das pontocom (Fonte: The New York Times, 2010). A fusão é hoje amplamente considerada como um dos piores negócios corporativos da história, destruindo centenas de bilhões em valor para os acionistas.
À medida que a Internet de banda larga se tornou amplamente disponível em meados dos anos 2000, a base de assinantes de conexão discada da AOL despencou do pico de 26,7 milhões em 2002 para apenas 2,1 milhões em 2012 (Fonte: relatórios trimestrais da AOL). A empresa tentou se reinventar como uma empresa de conteúdo e publicidade, separando-se da Time Warner em 2009 e adquirindo propriedades como o The Huffington Post por US$ 315 milhões em 2011 (Fonte: TechCrunch, 2011). Entretanto, esses esforços não conseguiram gerar um crescimento sustentável.
Em 2015, a Verizon Communications adquiriu a AOL por US$ 4,4 bilhões, principalmente por sua plataforma de tecnologia de publicidade e recursos de publicidade programática (Fonte: comunicado de imprensa da Verizon, 2015). Dois anos depois, a Verizon combinou a AOL com o Yahoo para formar uma subsidiária chamada Oath, posteriormente renomeada para Verizon Media. Hoje, a AOL continua a operar seu serviço de e-mail e mantém alguns clientes antigos de conexão discada, mas é uma sombra de seu antigo eu, servindo principalmente como um componente na estratégia mais ampla de publicidade digital da Verizon (Fonte: Wall Street Journal, 2019).
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