O que aconteceu com Borders Books & Music?
A Borders Books & Music foi uma importante cadeia de livrarias americana que operou de 1971 a 2011, chegando a ser a segunda maior varejista de livrarias dos Estados Unidos. A empresa entrou com pedido de falência em fevereiro de 2011 e liquidou todas as lojas restantes em setembro de 2011, incapaz de competir com varejistas on-line como a Amazon e de se adaptar à revolução dos livros digitais.
Resposta rápida
A Borders Books & Music encerrou suas atividades em 2011, após declarar falência. A cadeia de livrarias, que chegou a ter mais de 650 lojas em todo o país, não conseguiu se adaptar à ascensão do comércio eletrônico e dos livros digitais. Decisões de gerenciamento inadequadas, incluindo a terceirização de suas operações on-line para a Amazon no início dos anos 2000, deixaram-na incapaz de competir com os varejistas on-line. Todas as lojas foram liquidadas em setembro de 2011, encerrando a empresa de 40 anos.
📊Fatos-chave
📅Cronologia completa14 eventos
Fundação da Borders
Os irmãos Tom e Louis Borders abrem sua primeira livraria em Ann Arbor, Michigan, inicialmente com foco em livros usados e sistemas inovadores de gerenciamento de estoque.
Primeira expansão
A Borders começa a se expandir para além de Michigan, abrindo lojas em outros estados e desenvolvendo seu modelo exclusivo de livraria de grande formato.
Aquisição da Kmart
A Kmart Corporation adquire a Borders, fornecendo capital para uma rápida expansão nos Estados Unidos.
IPO e independência
A Borders abre seu capital e se torna independente da Kmart, usando os recursos da IPO para acelerar a abertura de lojas e competir com a Barnes & Noble.
Pico da Era de Expansão
A empresa atinge mais de 250 lojas e inicia sua expansão internacional, tornando-se uma grande força no varejo de livros.
Início da parceria com a Amazon
A Borders terceiriza suas operações on-line para a Amazon, uma decisão que mais tarde se mostraria catastrófica, já que ela cedeu sua participação no mercado digital.
Instabilidade gerencial
A primeira de cinco mudanças de CEO começa enquanto a empresa luta contra a queda nas vendas e o aumento da concorrência dos varejistas on-line.
Termina a parceria com a Amazon
A Borders finalmente lança seu próprio site de comércio eletrônico após encerrar a parceria com a Amazon, mas luta para competir com varejistas on-line estabelecidos.
Impacto da crise financeira
A recessão econômica afeta gravemente a Borders, pois os gastos discricionários com livros diminuem e a carga de dívidas da empresa se torna insustentável.
Início do fechamento de lojas
A Borders começa a fechar locais com baixo desempenho e tenta uma reestruturação para reduzir custos e obrigações de dívida.
Problemas de pagamento de fornecedores
A empresa começa a ter problemas de fluxo de caixa e atrasa os pagamentos às editoras de livros, sinalizando graves dificuldades financeiras.
Pedido de falência
A Borders entra com pedido de proteção contra falência de acordo com o Capítulo 11, citando dívidas insustentáveis e incapacidade de competir no cenário de varejo em constante mudança.
Início da liquidação
Sem conseguir encontrar um comprador ou garantir o financiamento adequado, a Borders inicia as vendas de liquidação em todas as lojas restantes.
Fechamento final da loja
A última loja da Borders fecha suas portas, encerrando 40 anos de operação e marcando o fim da era das grandes cadeias de livrarias.
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🔍Análise aprofundada
A Borders Books & Music foi fundada em 1971 pelos irmãos Tom e Louis Borders em Ann Arbor, Michigan, inicialmente como uma única livraria de livros usados. A empresa foi pioneira no uso de sistemas de inventário computadorizados para rastrear as preferências dos clientes e as vendas de livros, o que a ajudou a crescer rapidamente durante as décadas de 1980 e 1990. No início dos anos 2000, a Borders havia se tornado a segunda maior cadeia de livrarias dos Estados Unidos, com mais de 650 lojas, competindo diretamente com a Barnes & Noble pelo domínio do mercado (Fonte: Publishers Weekly, 2011).
A queda da empresa começou com uma série de erros estratégicos na era digital. Mais importante ainda, a Borders terceirizou suas operações de vendas on-line para a Amazon de 2001 a 2007, essencialmente entregando seus clientes digitais para o que se tornaria seu maior concorrente. Quando a Borders finalmente lançou seu próprio site de comércio eletrônico em 2007, a Amazon já havia conquistado uma participação significativa no mercado e a fidelidade dos clientes. A empresa também demorou a adotar os livros eletrônicos e os dispositivos de leitura digital, perdendo a oportunidade de competir com o Kindle da Amazon (Fonte: Wall Street Journal, 2011).
Os problemas financeiros aumentaram à medida que as vendas de livros físicos diminuíram e os clientes passaram a comprar cada vez mais on-line. A Borders acumulou uma dívida enorme enquanto lutava com o declínio das vendas nas mesmas lojas ano após ano. A crise financeira de 2008 enfraqueceu ainda mais a posição da empresa, pois os gastos discricionários com livros diminuíram e o crédito ficou mais restrito. A rotatividade da administração era frequente, com cinco CEOs diferentes liderando a empresa entre 2006 e 2011, criando instabilidade durante os anos cruciais de transição (Fonte: Detroit Free Press, 2011).
Apesar das tentativas de reestruturação, incluindo o fechamento de lojas com baixo desempenho e a renegociação de contratos com fornecedores, a Borders entrou com pedido de proteção contra falência no Capítulo 11 em 16 de fevereiro de 2011. A empresa inicialmente esperava se reorganizar e sair da falência, mas não conseguiu garantir o financiamento adequado ou encontrar um comprador. Após o início das vendas de liquidação em julho de 2011, a última loja da Borders fechou em 18 de setembro de 2011, marcando o fim de uma das marcas de livrarias mais reconhecidas dos Estados Unidos e deixando milhares de funcionários sem emprego, ao mesmo tempo em que remodelou o setor de varejo de livros (Fonte: CNN Money, 2011).
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