O que aconteceu com Google Plus?
O Google Plus foi a ambiciosa plataforma de rede social do Google lançada em 2011 para competir com o Facebook. Apesar do entusiasmo inicial e da integração forçada entre os serviços do Google, ele não conseguiu obter um envolvimento significativo dos usuários e foi desativado para os consumidores em 2019.
Resposta rápida
O Google Plus foi descontinuado para os consumidores em abril de 2019, depois de não conseguir competir com o Facebook e outras redes sociais. Apesar dos grandes esforços promocionais do Google e da integração forçada com o YouTube e outros serviços, os usuários nunca se envolveram ativamente com a plataforma. Uma violação de segurança em 2018 que expôs dados de usuários acelerou a decisão do Google de encerrar a versão para consumidores, embora uma versão empresarial continue como Google Currents.
📊Fatos-chave
📅Cronologia completa13 eventos
Lançamento do Google Plus
O Google lança o Google+ como uma versão beta somente para convidados, posicionando-o como um concorrente do Facebook com o inovador recurso Círculos para organização de contatos. As análises técnicas iniciais são extremamente positivas.
Lançamento público
O Google Plus é aberto a todos os usuários sem necessidade de convite. O Google inicia uma integração agressiva com outros serviços do Google, incluindo a Pesquisa e o Gmail.
Lançamento do recurso Comunidades
O Google adiciona o recurso Comunidades para competir com os Grupos do Facebook, permitindo que os usuários criem grupos de discussão baseados em tópicos. A plataforma atinge 500 milhões de usuários registrados por meio de integrações forçadas.
Mandato de integração do YouTube
O Google exige contas do Google+ para fazer comentários no YouTube, causando uma enorme reação dos usuários. Essa medida controversa aumenta o número de usuários, mas não aumenta o envolvimento genuíno.
Partida de Vic Gundotra
Vic Gundotra, chefe do Google+, deixa o Google repentinamente, sinalizando dificuldades internas com a plataforma. Os observadores do setor começam a questionar o compromisso do Google com a rede social.
Fim da integração forçada
O Google remove a exigência de contas do Google+ para usar o YouTube e outros serviços, reconhecendo a estratégia de integração impopular. O número de usuários começa a diminuir rapidamente.
Fotos e Hangouts Spin-off
O Google lança o Google Photos e o Hangouts como produtos autônomos, removendo os principais recursos do Google+. A plataforma perde seus componentes mais populares e úteis.
Descoberta de violação de segurança
O Google descobre uma vulnerabilidade de segurança que expõe dados de perfis privados de até 500.000 usuários. A empresa decide não divulgar publicamente a violação, temendo o escrutínio regulatório.
Anúncio de paralisação
O Wall Street Journal revela a violação de segurança e o Google anuncia simultaneamente planos para encerrar o Google+ para consumidores. A data inicial de encerramento está marcada para agosto de 2019.
Descoberta a segunda violação
O Google descobre um segundo problema de segurança que afeta 52,5 milhões de usuários, acelerando o cronograma de desligamento. A nova data de fechamento foi adiantada para abril de 2019.
Baixar o Reminder Sent
O Google começa a notificar os usuários para que façam o download de seus dados antes do desligamento final. A empresa fornece ferramentas para que os usuários exportem fotos, postagens e outros conteúdos.
Desligamento final
O serviço ao consumidor do Google Plus é oficialmente encerrado. Todo o conteúdo do usuário é excluído e a plataforma se torna inacessível. A versão corporativa continua como Google Currents.
Lançamento do Google Currents
A versão empresarial do Google+ é rebatizada como Google Currents para clientes do G Suite. A plataforma se concentra nas comunicações internas da empresa, e não nas redes sociais públicas.
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🔍Análise aprofundada
O Google Plus foi lançado em junho de 2011 como a tentativa mais séria do Google de desafiar o domínio do Facebook nas redes sociais. A plataforma apresentou recursos inovadores, como Círculos para organizar contatos, Hangouts para chamadas de vídeo e uma interface limpa e intuitiva que inicialmente impressionou os críticos de tecnologia (Fonte: TechCrunch, 2011). O Google promoveu o serviço de forma agressiva, exigindo contas do Google Plus para comentários no YouTube e integrando-o a todas as propriedades do Google.
Apesar de acumular centenas de milhões de usuários registrados por meio dessas integrações forçadas, o Google Plus sofria de um problema fundamental: baixo envolvimento do usuário. Dados internos revelaram que a maioria dos usuários passava menos de 5 segundos na plataforma por sessão, levando os críticos a chamá-la de "cidade fantasma" (Fonte: TechCrunch, 2015). A plataforma teve dificuldades para se diferenciar das redes estabelecidas e não conseguiu criar motivos convincentes para que os usuários mudassem do Facebook ou do Twitter.
O início do fim ocorreu em março de 2018, quando o Google descobriu uma vulnerabilidade de segurança que potencialmente expôs dados de perfis privados de até 500.000 usuários (Fonte: Wall Street Journal, 2018). O Google optou por não divulgar publicamente essa violação, temendo um escrutínio regulatório semelhante ao escândalo da Cambridge Analytica do Facebook. Quando a violação foi finalmente revelada pelo Wall Street Journal em outubro de 2018, ela forneceu ao Google a justificativa perfeita para encerrar o serviço de atendimento ao consumidor que estava em dificuldades.
O Google anunciou o encerramento do Google Plus para os consumidores em outubro de 2018, planejando inicialmente uma data de encerramento para agosto de 2019. No entanto, um segundo problema de segurança descoberto em novembro de 2018 acelerou o cronograma, com o desligamento final ocorrendo em 2 de abril de 2019 (Fonte: Blog do Google, 2018). A versão corporativa foi rebatizada como Google Currents e continua a operar para clientes do G Suite, enquanto o Google mudou sua estratégia de mídia social para integrar recursos sociais diretamente aos produtos existentes, como YouTube e Fotos.
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